domingo, 20 de maio de 2018

Taça Portugal XCM #1 - Mêda 100 Marathon

Sete anos depois da minha ultima presença em Mêda, voltei aquela localidade, para participar na primeira prova da Taça de Portugal de Maratonas (XCM) 2018.

Foto: Eduardo Campos
Em 2009 havia participado na primeira edição da então "Rota Histórica de Casteição" e no ano seguinte a prova pontuou para a Taça Regional da AC Porto de XCM, mas nesse ano não terminei devido a dois furos simultâneos em ambas as rodas.
Em 2011 a prova voltou a subir de nível, sendo palco do Campeonato Nacional de XCM onde voltei a marcar presença, mas desde então não voltei a Mêda, que entretanto foi subindo patamares, passando há vários anos a fazer parte da Taça de Portugal e também do calendário UCI Marathon.

Para a edição 2018 o percurso contava com cerca de 96km de extensão.

O dia em Mêda amanheceu com céu azul e sol no horizonte, deixando prever que teríamos pela frente um dia com algum calor.

Foto: Eduardo Campos
Dado o sinal de partida, como sempre o pelotão arranca a alta velocidade, pois toda a gente procura a melhor colocação.
Para mim, não tendo experiência neste tipo de distâncias e com poucas referências sobre o andamento, procurei encontrar o meu ritmo após a confusão inicial, de forma a tentar fazer uma prova sem sobressaltos, e julgo que as coisas até estavam a correr bem, mas nem 1km após o primeiro abastecimento, passei por cima de algo que provocou um rasgo no pneu traseiro da bike.
Parei para tentar resolver o problema, mas não estava a conseguir e depois de vários minutos de tentativas sem sucesso, ia abandonar a corrida, até que surgiu o colega de equipa Augusto Midão que parou e se prontificou para ajudar.
Conseguimos colocar uma câmara e decidimos prosseguir então em prova, apesar de termos perdido bastante tempo, mas iríamos tentar fazer o nosso melhor e assim foi.
Aos poucos fomos alcançando alguns grupos e recuperando algumas posições.

Foto: Eduardo Campos
Sem mais percalços até ao final, deu para concluir a prova em 4h58m e no 19º posto entre os Master 35.

Gostei do percurso e de voltar a passar nalguns sítios onde já não passava há muito tempo.

Foi um fim de semana bem passado com a equipa, sempre impecável para que nada nos falte!|Obrigado à malta e a todos os patrocinadores!
Obrigado também ao "Gusto" por ter abdicado da sua corrida para ajudar, primeiro o Daniel Bastos e depois a mim mesmo, numa altura em que eu já tinha decidido abandonar.

Voltamos a juntar-nos já no próximo fim de semana, em Tabuado, para a terceira prova da Taça Regional da AC Porto de XCM.

Classificação Master 35


quinta-feira, 17 de maio de 2018

Próxima corrida: Taça Portugal XCM #1 - Mêda 100 Marathon



domingo, 13 de maio de 2018

Taça Portugal XCO #3 - Fundão

Estamos em Maio, época de cerejas, apesar de este ano estarem bastante atrasadas, e foi a vez da habitual viagem até ao Fundão, para a terceira prova do calendário da Taça de Portugal de Cross-Country Olímpico.

Foto: UVP-FPC
Contrariando algumas das ultimas edições, este ano tivemos pela frente um circuito com piso completamente seco e rápido, num traçado que sofreu algumas alterações e onde se notou que o BTT Gardunha trabalhou bastante no terreno.

Sempre gostei desta pista do Fundão, apesar de quase em todas as participações ter tido alguns "stresses" durante as corridas que por um ou outro motivo me condicionavam. Este ano quase que via as coisas começarem a complicar, logo na tarde de sábado durante o reconhecimento, com uma queda a levar-me a fazer uma visita ao posto de enfermagem... Apesar de tudo, gostei das novidades no percurso e acho que tem fortes possibilidades de ser um dos mais completos da temporada.

A manhã de domingo, dia de corrida amanheceu com sol. A pista mantinha-se seca e pela frente teríamos cinco voltas ao percurso na corrida de Master 30.

Foto: UVP-FPC
Consegui partir bem e evitar um ou outro percalço natural dos primeiros momentos das corridas, mas desta vez até julgo que não houve grande confusão, até porque infelizmente a grelha de partida da nossa categoria não estava assim tão numerosa... Talvez comece a ser altura de se ponderar sobre algumas alterações que foram feitas ao regulamentos no inicio da época e verificar se realmente se optou pelo caminho certo, que permita a boa saúde da modalidade... Mas tirando este aparte, e falando da minha corrida, julgo que durante os primeiros minutos cheguei a andar perto do Top 5, mas aos poucos "os do costume" foram-se chegando à frente e fiquei então em oitavo, mas na luta pela sexta posição.

Acabaram por ser cinco voltas com algumas trocas de posições, principalmente com o Ivo Pais. Ataques, contra-ataques e entretanto alcancei também o Ruben Nunes e subi a sexto com pouco mais de uma volta para o final. Aí consegui manter um bom andamento e segurar o lugar, finalizando assim no melhor resultado da época na Taça de Portugal de XCO até ao momento.

A vitória, essa voltou a sorrir ao André Filipe, que este ano já leva três em três possíveis, sendo desta vez secundado pelo Marco Sousa, que também ando lá na luta pela vitória e no terceiro lugar terminou o Filipe Ramos.
O quarto foi o Campeão Nacional, Ricardo Vicente, seguido pela dupla do Rompe Trilhos - APCar Augusto Midão e eu em sexto.

Com estes resultados, subi ao sétimo posto no ranking de Master 30.

Foi a minha estreia com a Trek Procaliber RSL na Taça de Portugal e mais uma vez adorei o comportamento da máquina.

Obrigado a tod@s pelo apoio, na pista e à distância. Agora as atenções viram-se para a Taça de Portugal de Maratonas (XCM), já no próximo fim de semana em Mêda.

Resumo UVP-FPC



Classificação Master 30


domingo, 29 de abril de 2018

Taça Regional AC Porto XCM #2 - Sanguedo

Depois do arranque em Paços de Ferreira,a Taça Regional de Maratonas da Associação de Ciclismo do Porto teve a segunda prova do calendário em Sanguedo, Vila Nova de Gaia.

Foto: Cristina Sousa
A 8ª Rota Rosa do Adro este ano foi disputada numa manhã marcada pelos aguaceiros, por vezes fortes e de granizo, que deixaram os trilhos bastante pesados e técnicos e ainda pelo frio, mas este a partir do momento em que foi dado o sinal de partida passou a ser secundário, dado o ritmo que foi logo imposto na frente da corrida.

Este ano o arranque foi de forma diferente de outras edições, praticamente directo aos trilhos de monte, sem grandes possibilidades de colocação e logo a descer.
Fiquei algo atrasado nessa altura, mas assim que os primeiros quilómetros foram ultrapassados, comecei a consegui colocar o meu ritmo e aos poucos fui subindo lugares na classificação.

Boa parte dos trilhos desta zona já eram conhecidos para mim, pois grande parte deles são partilhados pelas organizações de Sanguedo, Sandim e Avintes, tudo maratonas que nas ultimas épocas têm feito parte do calendário regional de XCM e nas quais tenho participado.
Foto: Cristina Sousa
É uma zona onde as subidas não costumam ser muito longas, mas muitas vezes são bastante inclinadas, num sobe e desce constante que com o passar dos quilómetros provoca grande desgaste.

Consegui chegar à luta pelos lugares do pódio já no ultimo terço da prova.
Por essa altura, na liderança da minha categoria (Master 35-39) seguia o colega de equipa Daniel Bastos e eu entretanto alcancei um pequeno grupo onde seguia o segundo classificado, o Vasco Soares e por aí andei até cerca de 5km para o final, até que o Vasco forçou o ritmo e nessa altura não consegui responder com a mesma energia. Acabei por ficar sozinho pois o outro colega que também ia connosco ficou para trás.
Daí até ao final foi controlar o andamento, e acabei assim em terceiro, indo a vitória para o Daniel e o segundo lugar para o Vasco Soares.

Depois do abandono em Paços de Ferreira por avaria, foi bom poder marcar os primeiros pontos nesta Taça Regional de Maratonas e logo com um pódio.

Acabou por ser também um excelente dia para a nossa equipa Rompe Trilhos / APCar, que além da vitória em Master 35-39, conseguiu ainda vencer no 30-35, 40-45 e 45-49!!
Com todos estes resultados, foi natural a vitória colectiva! Parabéns amigos! Não deixa de ser impressionante uma equipa que alinhou com seis atletas, ter cinco no pódio e um no quarto lugar! Bravo!!

Um agradecimento especial a todo o staff da nossa equipa, impecável nos abastecimentos e assistência e ao amigo Miguel Moura (LousaNutrição) que tem sido peça importante na minha preparação.

Quanto à Trek Procaliber RSL, resistiu de forma imaculada ás exigências do terreno e cada vez me sinto mais confiante com a bike. Obrigado Teknovelo.


Classificação Master 35-39


domingo, 22 de abril de 2018

Taça Regional AC Porto XCO #2 - Moure

Depois do arranque em Folgosa, Maia, a Taça Regional de XCO da Associação de Ciclismo do Porto teve em Moure, Amarante, a segunda prova do calendário, numa organização a cargo do Moure BTT.
Esta corrida marcou também a estreia da nova máquina que me vai acompanhar nas próximas corridas. A fantástica Trek Procaliber.

Foto: Moure BTT
Infelizmente, tal como inúmeras localidades do nosso país, Moure também foi afectada pelos incêndios florestais no ano passado, o que forçou algumas alterações ao traçado do circuito, alterações essas que na minha opinião acrescentaram-lhe ainda um pouco mais de exigência, quer física quer técnica e se esta já era uma das minhas pistas favoritas da região, agora ganhou mais alguns pontos na minha consideração.

Foto: Moure BTT
O circuito não é muito longo, contando com cerca de 3,3 km de extensão total, mas é de uma intensidade interessante, com uma primeira parte maioritariamente em descida, com partes rápidas e outras mais lentas, mas sempre com muita condução e uma segunda parte muito exigente em termos de subida, intercalando topos duros com "falsos planos" que nos trazem de novo até à meta.

Foto: Moure BTT
A corrida Master 30 foi disputada em seis voltas ao percurso, com o Rúben Nunes a assumir a frente e a abrir uma "janela" de alguns segundos logo na ronda inicial.
Mais atrás vinha eu e o meu colega de equipa Augusto Midão na segunda e terceira posições, tendo eu descido para terceiro a meio da prova por troca com o Gusto, que entretanto depois abriu alguns segundos para mim e aos poucos fomos encurtando a distancia para o Rúben, mas este geriu bem até ao final das seis voltas e venceu bem. O Augusto Midão foi então segundo e eu terceiro.

Foto: Moure BTT
Foi assim o meu regresso aos pódios no Regional do Porto de XCO, numa corrida em que me diverti muito. Adoro aquela parte inicial do circuito a descer e adorei a confiança na condução que a Procaliber trouxe.

Colectivamente, esta também foi uma boa jornada para a Rompe Trilhos / APCar, já que conseguimos ser a segunda melhor equipa.

A próxima corrida é já domingo, com a segunda prova da Taça Regional da AC Porto de Maratonas (XCM) em Sanguedo, Vila Nova de Gaia.


Classificação Master 30


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Próxima corrida: Taça Regional AC Porto XCO #2 - Moure


Programa:

08h00 – Abertura do secretariado Corridas C1 e C2
08h45 – Reunião de Directores

09h30 – Corrida C1
Todas as categorias Femininas
Cadetes Masculinos, Master 40, 50
Promoção

11h00 – Corrida C2
Juniores, Sub-23, Elites, Master 30
12h30 – Entrega de prémios