Já há uns dois ou três anos que tinha em vista a participação no fim de semana "típico" do Ciclocross espanhol, que incorpora as corridas de Medina de Pomar e Villarcayo, duas localidades vizinhas pertencentes à província de Burgos, que incorporam o "Circuito Deputación de Burgos", que havia tido a sua primeira prova há uma semana, em Fresno de Rodilla.
Nas ultimas épocas, de ano para ano vão-se batendo recordes de participação nestas duas corridas e este ano creio que o número global máximo voltou a ser superado, com largas grelhas de partida em qualquer das categorias em prova.
É impressionante a forma como os espanhóis vivem o Ciclismo e o Ciclocross em particular, com muitas famílias completas a viajarem de auto-caravana para as corridas, "respirando a modalidade" desde o mais novo ao mais velho.
Foto: Rueda Lenticular
A nível organizativo nota-se também grande qualidade, quer no capítulo desportivo, quer em termos de circuitos e condições dos mesmos, quer em termos de infraestruturas de apoio à prova, ou não estivéssemos a falar de dois "clássicos" do CX espanhol, pois Medina teve a sua décima quinta edição e Villarcayo a décima sexta...
Enquanto aguardamos o arranque da temporada em Portugal, continuamos a acumular ritmo e experiência nestas provas espanholas.
No sábado em Medina, tínhamos pela frente um circuito praticamente plano, mas com piso seco, muito arenoso e solto, tornando-o muito técnico ao nível da condução.
Foto: Luz Iglesias
Sem ranking, fiquei nas ultimas linhas da grelha de partida de um pelotão de mais de oitenta e cinco atletas, sendo portanto de antever uma corrida de alguma paciência para tentar evitar confusões na primeira parte da corrida, tentando ao mesmo tempo ir ganhando algumas posições. E assim foi, até que a meio da corrida acabei por me envolver numa queda aparatosa que me deixou algo combalido por alguns minutos e boa parte do esforço de recuperação feito até então ficou hipotecado. Por essa altura já rodava nos trinta primeiros, mas acabei por baixar alguns lugares...
Entretanto as dores começaram a acalmar e voltei a encontrar um bom ritmo, para recuperar novamente, dando para chegar até ao 23º lugar final, numa corrida ganha pelo campeão espanhol José Domingo Cadavieco, corredor com o qual já havia corrido no mundial do ano passado na Bélgica.
Foto: Luz Iglesias
Já no Domingo, em Villarcayo, outro circuito situado num parque ao lado do rio, mas este com piso bem mais compacto e rápido, intercalado com zonas de relva e um longo trecho de areia.
Saindo novamente do meio do pelotão, foi mais uma corrida de trás para a frente, mas desta vez sem percalços, o que me permitiu ir subindo posições e baixando tempo de volta para volta, à medida que ia tendo menos "tráfego" pela frente. Consegui entrar no top 10, fechando a corrida no nono posto, mas mais que os resultados, neste fim de semana o mais importante foi mesmo o desfrutar do enorme ambiente em torno do CX e a experiência que conseguimos adquirir em
corridas deste nível e que espero possa vir a dar o contributo para a época que entretanto vai arrancar em Portugal.
O José Domingo Cadavieco voltou a estar imbatível e somou o segundo triunfo do fim de semana.
Não quero finalizar sem referir o apoio e carinho por parte dos espanhóis, que fui sentindo nestes dois dias vindo do lado de fora das fitas dos circuitos, o que ainda me deixa com mais vontade de regressar no próximo ano.
Este fim de semana regressamos à Galiza, para participar no Ciclocross Internacional XaxanCX, uma corrida de Categoria 2 da UCI, disputada nos arredores de Marin.
Foto: Luz Iglesias
Foi mais um dia de madrugar bastante, e quando chegamos ao local da prova ainda o dia não tinha clareado e foi mesmo ás escuras que montamos a tenda e preparamos as bicicletas para fazer o reconhecimento do circuito!
Com as chuvas dos últimos dias, proporcionou-se a primeira prova com lama, que veio trazer mais exigência a um traçado já de si técnico.
Confesso que não fiz o melhor reconhecimento, pois apenas consegui dar uma volta antes que fosse dado inicio à primeira corrida do dia, e isso acabou por influenciar a primeira parte da minha prova.
Foto: Luz Iglesias
Parti da segunda linha e até cheguei bem colocado ás primeiras viragens, mas depressa comecei a perder posições por não conhecer bem o percurso, o que provocou muitos erros.
Na primeira passagem pela linha de meta ia bastante atrasado em relação à frente da corrida, mas aos poucos fui começando a melhorar o meu ritmo e recuperando algumas posições.
Nas duas ultimas voltas aproximei-me de um grupo que seguia na luta pelo terceiro lugar e foi já em pleno sprint para a meta que consegui chegar ao quinto posto em que terminei.
Parabéns ao Andrés Calvete pela terceira vitória consecutiva e ao Óscar Vasquez e Luciano Carretero pelos pódios.
Mais uma vez a Crockett 7 esteve impoecável, apresar da dureza do percurso com muita lama, raízes e piso sempre muito irregular.
Segue-se agora o fim de semana duplo de Burgos, com a corrida de Medina de Pomar no sábado e a de Villaecayo no domingo.
A longa espera terminou e finalmente a temporada de Ciclocross está aí!
Este fim de semana dei inicio à época de CX, com a participação na primeira prova do calendário da Copa Galícia de Ciclocross, cujo arranque foi dado este ano em Poio, Pontevedra.
Foto: Luz Iglesias
Eram 4h30 da manhã e já estava na estrada em direcção a Espanha. Apesar da ausência da chuva já se começam a notar as temperaturas de Inverno e quando chegamos a Poio, ainda com o dia a começar a clarear, o termómetro marcava 8 graus e havia algum vento, que depois durante a manhã começou a ficar cada vez mais forte.
Feito o reconhecimento ao circuito e aos seus cerca de 4km de extensão, deu para perceber que iríamos ter uma corrida disputada com alguma velocidade, mas também com zonas bastante técnicas. Algumas com lama, mas a maioria secas mas com curvas escorregadias a exigir condução.
Estávamos cerca de 45 corredores à partida e eu como no ano passado só alinhei numa prova na Galiza, não tinha ranking e na chamada fiquei nas linhas mais de trás da grelha.
Foto: Luz Iglesias
Consciente dessa situação, sabia que tinha de ir com calma e procurar recuperar posições até onde desse ao longo da corrida. E assim foi.
Nas duas primeiras voltas fui subindo na classificação e à terceira volta rodava na terceira posição, já com o Andrés Calvete isolado na frente e o Luciano Carretero a perseguir. Eu ia uns segundos mais atrás, mas tinha companhia de mais dois corredores, que à entrada da quarta e ultima volta atacaram e eu baixei para quinto.
A meio da volta recuperei para quarto e ainda tentei chegar ao Alexandro Messias que ia em terceiro, mas já não foi possível. Terminei assim em quarto, com a vitória a sorrir ao Andrés Calvete. O Luciano Catterero foi segundo e o Alexandro Messias terceiro.
Foi uma boa prova e foi bom conseguir estar perto da frente da corrida.
Esta corrida marcou também a minha estreia com a Trek Crockett 7. Uma máquina à qual estou cada vez mais rendido e na qual o Roberto e a Teknovelo têm feito um excelente trabalho de preparação.
Dado o arranque, agora seguimos para Marin no próximo fim de semana, para uma prova promete muita qualidade, ou não se tratasse de um evento de categoria internacional UCI C2.
11h00 - Master 30
11h50 - Entrega de Prémios para todas as categorias Master
12h15 - Cadetes Masculinos e Femininos
13h00 - Elite/Sub-23 Masculinos e Femininas, Juniores Masculinos e Femininas, Master Femininas,