A pista de permanente de Cross-Country Olímpico do Centro de Alto Rendimento da Anadia, situada na localidade de Tamengos, nas imediações do centro termal da Curia, foi a sede do Campeonato Nacional de XCO 2020, um ano que já ficava na memória pelo momento que vivemos nas nossas vidas em tempos de pandemia, mas que agora também fica por ser o ano em que alcancei a minha primeira medalha de ouro em nacionais de BTT.
São sempre momentos especiais estes que se vivem em torno dos Campeonatos Nacionais. É a corrida que mais que outra qualquer todos querem vencer, mas tal como em qualquer outra, só um tem essa felicidade.
A nível de corridas nacionais, neste ano de estreia na categoria Master 40 e com todas as condicionantes que provocou a Covid-19, chegamos a esta prova com apenas duas Taças de Portugal realizadas. A primeira em Março, ainda antes de toda esta confusão, onde alcancei um segundo lugar em Vila Franca, depois de liderar boa parte da corrida, e a segunda Taça, disputada há duas semanas em Guimarães, onde alcancei o terceiro posto.
À chegada a este Campeonato Nacional, julgava ser realista a possibilidade de estar na luta por uma medalha, e sendo sempre um dia especial, quem sabia de a primeira vitória em provas de XCO a nível nacional também não poderia mesmo acontecer... E aconteceu mesmo!
Acho que consegui realizar uma corrida quase perfeita, sem grandes erros, liderando a mesma desde a segunda das cinco voltas que tivemos de percorrer ao circuito e aos poucos consegui ir aumentando a vantagem para o Marco Macedo e para Hugo Moreira que terminaram a prova na segunda e terceira posições respectivamente.
Apesar da prova ser vedada ao publico, foi muito bom sentir os incentivos e apoio das pessoas presentes no circuito, bem como a fundamental ajuda do staff da equipa, que não deixou que nada me faltasse antes, durante e após a prova. Obrigado a tod@s!
Não quero terminar sem agradecer também o apoio "dos do costume": Família, que me ajuda no dia-a-dia e ainda compreende as minhas ausências, treinador e amigo Miguel Moura, e os patrocinadores, que nos permitem ter as condições que temos para alinhar nas corridas e ainda felicitar os meus companheiros de equipa pelas respectivas prestações!
E por falar em corridas, a próxima é outro Campeonato Nacional, mas agora da vertente XCM (Maratonas), em Condeixa, no próximo dia 11.
Quase seis meses depois, regressamos ás corridas, neste ano completamente atípico, dominado pela pandemia da COVID19, que veio dar uma reviravolta nas nossas vidas.
Com todas as condicionantes inerentes à luta diária da nossa sociedade contra o vírus, também o Ciclismo teve de se adaptar a esta nova realidade diária, cheia de restrições ao contacto de proximidade entre pessoas e de medidas de higiene.
Nesse sentido, e nesta primeira fase de retoma da actividade desportiva, a Federação Portuguesa de Ciclismo deu prioridade ás provas mais individualizadas, surgindo daí esta primeira edição do Campeonato Nacional de BTT-XCE (Eliminator), que sendo disputado numa primeira fase de apuramentos para as semi-finais e finais através de um contra-relógio individual e depois com apenas quatro corredores em pista em cada uma das meias finais e finais, foi de encontro à necessidade de evitar grandes ajuntamentos a que estamos sujeitos desde há vários meses.
Quanto à prova em si, esta foi disputada no circuito permanente de Tamengos, localidade próxima da zona termal da Cúria, com um percurso desenhado com cerca de 1300 metros para esta prova de XCE.
Sendo um tipo de prova novo para a quase totalidade dos participantes, todos tiveram de se adaptar. De minha parte, esta foi a segunda experiência nesta vertente, que havia experimentado há alguns anos atrás num evento disputado em Vila do Conde.
No contra-relógio consegui alcançar o segundo registo na tabela de tempos entre os Master 40, conseguindo apurar-me para uma das meias-finais, onde depois consegui o apuramento para a final, disputada entre mim, o Miguel Ribeiro (Póvoa de Varzim/CDC Navais), o Afonso Ferreira e o Marco Anacleto (Strix Bike Team).
Ao contrário da semi-final, na corrida decisiva não consegui fazer um muito bom arranque, seguindo na terceira posição durante quase toda a prova, enquanto que na frente e aos poucos o Miguel,Ribeiro foi demonstrando que estava muito forte e foi ganhando espaço para o Marco Anacleto que seguia mesmo na minha frente. O Afonso Ferreira vinha em quarto.
Entretanto já na parte final do percurso, na aproximação ao Rock-Garden o Marco cometeu um erro e seguiu pela alternativa, o que me deixou caminho livre para agarrar a segunda posição e conserva-la até ao risco de meta, onde o Miguel Ribeiro venceu e o Afonso Ferreira, que também aproveitou o erro do Marco Anacleto, que na sequência do erro ainda acabou por ter uma ligeira queda, para segurar a medalha de bronze.
Foi uma boa tarde de corridas, com disputas bem interessantes e cheias de adrenalina, mas foi principalmente muito bom poder rever amigos e voltar a colocar o dorsal e alinhar numa corrida depois de tanto tempo de ausência.
Espero que agora, apesar de todos os cuidados que obviamente todos temos de ter, as coisas recomecem a entrar na sua normalidade e mais provas se possam realizar, sendo a próxima no próximo dia 12, marcando o regresso da Taça de Portugal de XCO, em Guimarães.